"- Que foi?
- Eu queria ser livre que nem você.
- Você quer coisas demais mademoiselle. Coisas demais.
- É proibido querer? Tem que pagar pedágio por desejar?
- Relaxa, dá um tempo nessa agressividade.
- Ah, te fode. Só comentei.
- Foi exatamente isso que eu sugeri quando pedi pra você dar um tempo na agressividade - ela sorriu à contra-gosto - Tu pensa demais, é isso. Você vê uma coisa e quer pra si, não admite que quer, claro, orgulhosa como tu é não admite. Mas faz umas listinhas… - ele é interrompido pelo riso dela.
- Listinhas? Não faço listinhas.
- Se não for por escrito é mental.
- Ah, por favor. Não aja como se me conhecesse.
- Que foi? Só comentei.
Ela sorriu.
- Continua.
- Então, tu planeja tudo mentalmente, porque no virtual a gente não precisa admitir o fracasso pra ninguém além de nós. E tu fica vivendo nesse teu mundinho de possibilidades, e esquece de viver as possibilidades.
- Não, não esqueço. Eu vivo.
- Um décimo delas.
- Come on, algumas são contraditórias, se anulam entre si, não posso viver todas.
- As possibilidades de dar errado ou certo né?
- É.
- Você perde tempo demais pensando, é isso que poda tua liberdade.
- Não sou tão utópica assim, não precisa falar como se fossem asas, porra. Só sinto falta em mim dessa coisa espontânea que tu tem, e eu já tive.
- Para de se desculpar, explicar, compensar. Tudo pode dar errado ou certo, tu sabe disso, esquece o resto.
Ele ligou o som, colocou a playlist em aleatório, caiu num bolero antigo, puxou ela pra dançar
- Não sei dança…
- Shhhhhh, não precisa saber. Só não se importa com cair, pisar no meu pé, deslocar teu ombro. Não calcula as possibilidades, larga de medo e sente a música.
E dançaram por uma hora." - Clara D. (via insubmissa)
"Sejamos incontroláveis então…
E que a gente não desista porque ninguém acredita." - Machado de Assis. (via biaahcunha)
E que a gente não desista porque ninguém acredita." - Machado de Assis. (via biaahcunha)
"Eu guardo pra mim o que eu deveria jogar na cara de muita gente.." - Chris (via me-transbordo)
"(…) Chegou a hora de assumir, por exemplo, meu jeito peculiar de ser. Mal-humorada com sons, fresca com comida, sensível pra cacete, maldosa na mesma intensidade, feliz de andar cantando e depressiva de nunca achar que uma janela é só uma janela. E cheia de manias bem estranhas." - Tati Bernardi (via sordidos)